Cotidiano
Quase oito da manhã... o som do despertador tocando me obriga a abrir os olhos, tateio a minha volta buscando a .origem. do barulho sem sucesso, então me vejo obrigada a pedir para o Rodrigo desliga-lo pra mim... enrolo uns 10 min e saio rastejando em direção ao banheiro, um ducha logo cedo sempre me anima, me arrumo para ir trabalhar e vejo que o Rodrigo ainda esta deitado... vou de mansinho e pergunto que horas ele quer levantar... e ouço um .me acorda quando estiver saindo. e é isso o que faço...
Ligo para meu visinho, que trabalha comigo e combino uma caroninha básica... e lá vou eu para mais um dia comum.
Fim de ano é sempre a mesma coisa... as coisas por aqui meio que congelam afinal fim de ano é sempre sinônimo de problemas então nada de mexer e potencializar os mesmos...
Nove e vinte e já estou sentada na minha mesa... Media Player aberto tocando minhas mp3.s aleatoriamente enquanto vejo meus e-mails, entre as quase 2 mil músicas que tenho aqui no trabalho começo ouvir um violãozinho de fundo e assim que começa a música penso .Adriana Calcanhoto., afê! Mas acabo deixando rolar...
(..)
Tô louca pra te ver chegar
Tô louca pra te ter nas mãos
Deitar no teu abraço
Retomar o pedaço
Que falta no meu coração
Eu não existo longe de você
E a solidão é o meu pior castigo
Eu conto as horas pra poder te ver
Mas o relógio tá de mal comigo
Por quê? Por quê?
(..)
O amor é brega... uma grande verdade! Mas enquanto a música vai tocando sinto a saudade invadindo... mas como sentir saudade de alguém que acabou de ver, com quem se passou a noite? Pois é... eu não sei explicar, mas sinto. Se alguém me perguntasse se estou feliz, eu diria que sim, estou plenamente feliz, tanto que estou mais boba que o normal, estou feliz até mesmo arrumando as coisas de casa (que cá entre nós ainda não conseguimos deixar tudo em ordem devido a falta de tempo), me sinto feliz até arrumando as roupas do Rodrigo, olha que coisa mais doméstica! Sei lá, cuidar da casa, das coisas dele me faz sentir cuidando do meu amor como um todo, isso é normal? Espero que sim, sempre achei que a casa é um reflexo do estado de espírito de quem mora nela, assim, se a família é feliz a casa mostra isso de algum modo pois se tem prazer cuidar dela deixando de ser apenas uma casa e tornando-se um lar... e neste caso do Rodrigo e meu.
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